Resumo
Este artigo sistematiza metodologias decoloniais de uma pesquisa que revisita práticas extensionistas do projeto “Redes Digitais e a memória dos sábios/as Indígenas nas Escolas Estaduais Indígenas do Norte do Paraná” ou “nhanemba e’kuaa uhn sahn jykre” (Guarani/Kaingang), realizado pela Universidade Estadual de Londrina (2024), no programa Universidade Sem Fronteiras. Participaram as comunidades de Apucaraninha, Barão de Antonina, Laranjinha, Pinhalzinho e Ywyporã. Com base em pensadores Indígenas e quilombolas, articula a cartografia sentimental (Rolnik, 2006), com a participação observante e o sentipensar (Borda, 2015), chegando a uma cartografia sentipensante. Conclui-se que a pesquisa-partilha intercultural deve se basear no protagonismo indígena e nas demandas comunitárias. O tempo indígena favorece a escuta dos mais velhos e a transmissão do conhecimento em conexão com o território nas rodas de conversa em volta do fogo e nas trilhas de memória.
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