https://serieucdb.emnuvens.com.br/serie-estudos/issue/feedSérie-Estudos - Periódico do Programa de Pós-Graduação em Educação da UCDB2025-04-03T17:26:42-03:00Mestrado e Doutorado em Educaçãoruth@ucdb.brOpen Journal Systems<p><strong> </strong></p> <p><strong> Qualis A3 em Educação</strong></p> <p><strong> <img src="/public/site/images/maria321/Capa_424x600_px.jpg" alt=""></strong></p> <p><strong> </strong></p>https://serieucdb.emnuvens.com.br/serie-estudos/article/view/2000O espaço para o aprendizado na infância de 0 a 3 anos: a experiência de instituições de Educação Infantil na Itália2025-04-03T17:26:39-03:00Maria Buccolomaria.buccolo@unier.it<p>O espaço é um dos fatores determinantes no processo de aprendizado na faixa etária de 0 a 3 anos. A tradição pedagógica italiana tem como referência pedagogos que investigaram o conceito de espaço e sua importância como fator educacional. Um espaço bem estruturado influencia positivamente o desenvolvimento físico, psíquico e relacional das crianças, promovendo um crescimento positivo. Um ambiente educacional acolhedor para crianças de 0 a 3 anos permite experiências sensoriais, motoras, aprendizado, criação, comunicação, pensamento e escuta (Buccolo, 2019). A pesquisa apresentada enfoca a evolução do conceito de espaço na pedagogia da infância de 0 a 3 anos, destacando a necessidade de construir um novo contexto que apoie o processo educacional. O debate atual sobre pedagogia considera fundamental a organização do espaço em ambientes educacionais para crianças, valorizando o contexto como complementar à didática. Emerge da experiência de formação de educadores um método de aprendizado contínuo baseado em observação, reflexão e prática. Essa abordagem busca uma construção colaborativa e inclusiva de espaços educacionais que valoriza a diversidade, garantindo um ambiente educacional colaborativo e acessível para todos. É necessário, continuar investindo na formação de educadores, visando a um planejamento mais consciente e crítico do espaço, para que a "experiência de formação-intervenção" se configure como uma oportunidade de crescimento humano e social.</p>2025-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Maria Buccolohttps://serieucdb.emnuvens.com.br/serie-estudos/article/view/2062Bebês em foco: repensando a participação na educação infantil2025-04-03T17:26:25-03:00Andreia Rodrigues Abreundreia.mrabreu@gmail.comAngela Scalabrin Coutinhoangelamscoutinho@gmail.comNatália Fernandesnatfs@ie.uminho.pt<p>A prática da docência com bebês em creche implica considerar suas especificidades, potencialidades, voz, poder de ação social/agência e capacidade de participação nos seus contextos de vida. Com base nesta perspetiva, os contextos institucionalizados de Educação Infantil têm vindo a sofrer reestruturações, especialmente no modo como os adultos agem com os bebês e na organização do espaço-tempo coletivo. Contudo, nem sempre estas mudanças asseguram verdadeiramente que os bebês tenham o seu direito de participação efetivado. Neste estudo, procuramos destacar como as relações intergeracionais tecidas em contexto de creche constrangem ou possibilitam a participação dos bebês. Este trabalho se baseia em uma etnografia visual com bebês desenvolvida em um contexto de educação coletiva em Portugal. Entendemos que a participação significa defender que os bebês podem “tomar parte” no que lhes diz respeito, e não apenas “fazer parte”. Os resultados deste estudo mostram que as possibilidades de participação foram visíveis nos momentos que envolvem atividades livres, nos quais as relações intergeracionais se estabelecem pela partilha de poder e processos de escuta e negociação. Por outro lado, nas atividades de cuidados básicos dos bebês, há mais constrangimentos à participação, sobrepondo-se a dimensão da provisão à salvaguarda da participação do bebê.</p>2025-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Prof. Nathalia Fernandeshttps://serieucdb.emnuvens.com.br/serie-estudos/article/view/2009Risco não é sinônimo de perigo: a ética do cuidado de bebês em contexto da docência2025-04-03T17:26:37-03:00Déborah Helenise Lemes de Pauladeborah.helenise@gmail.comViviane Maria Alessivivialessi@hotmail.comMarynelma Camargo Garanhanimarynelmagaranhani@gmail.com<p>O presente texto, de cunho ensaístico, tem como objetivo propor reflexões sobre as experiências de movimento do corpo dos bebês em situações que envolvem riscos e os desafios éticos que compartilham os docentes em tal situação. Para essa escrita, utilizamos, como referencial teórico, os estudos sobre brincadeiras arriscadas, de Sandseter (2007) e Kleppe (2018); estudos sobre a criança e suas infâncias, de Sarmento (2004); e a ética do cuidado, a qual foi construída a partir da discussão do ato responsável de Bakthin (2010; 2011), entrelaçada ao conceito de gestão de risco de Christensen e Mikkelsen (2008) e Sandseter (2007). Em nossas análises, identificamos e interpretamos a diferença entre risco controlado e perigo. Argumentamos como os bebês vivenciam experiências arriscadas, ao mostrar o que os diferencia de outros grupos geracionais. Assim, concluímos que, para uma ética do cuidado sobre o tema abordado, exige-se do adulto uma gestão dos riscos compartilhada com as crianças e, principalmente, um conjunto de ações conscientes e planejadas, por parte dos docentes, enquanto um ato responsável do cuidado com o outro. </p>2025-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Déborah Helenise Lemes de Paula, Viviane Maria Alessi, Marynelma Camargo Garanhanihttps://serieucdb.emnuvens.com.br/serie-estudos/article/view/2047Contextos investigativos e crianças desde bebês como produtores de currículos2025-04-03T17:26:26-03:00Vigna Soraia de Jesus Barbozavignabarboza@gmail.comMarlene Oliveira dos Santosdossantos.ufba@gmail.com<p>O presente artigo é um recorte de uma pesquisa em nível de Mestrado em Educação, que tem como objetivo evidenciar os currículos que emergem nos contextos investigativos experienciados por bebês e crianças bem pequenas na creche. Participaram deste estudo um grupo de bebês e crianças bem pequenas, com idades entre 1 ano e 5 meses a 1 ano e 10 meses, de uma creche da rede pública de São Francisco do Conde, Bahia. A compreensão de contexto investigativo dialoga com os estudos de Barbieri (2021) e de Dubovick e Cippitelli (2018); já sobre os bebês e as crianças bem pequenas, com Barbosa (2010) e com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (Brasil, 2009). A abordagem da pesquisa é qualitativa e os instrumentos metodológicos adotados foram o contexto investigativo, o diário de campo, a fotografia e a videogravação, mas, para este texto, recorreu-se aos contextos investigativos realizados e ao diário de campo. Os dados produzidos revelam que quanto maior é a diversidade de materiais, de materialidades e a maneira estética como eles são organizados, mais aumentam as possibilidades de os bebês e as crianças bem pequenas utilizarem as múltiplas linguagens na produção de currículos. Conclui-se que os bebês e as crianças bem pequenas, ao assumirem a centralidade do planejamento no contexto da creche, produzem currículos ricos e inspiradores para a atualização da proposta pedagógica e curricular da creche e das políticas de currículo para a Educação Infantil. </p>2025-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 VIGNA BARBOZA, Marlene Oliveira dos Santoshttps://serieucdb.emnuvens.com.br/serie-estudos/article/view/2037A organização de contextos de experiências na Educação Infantil: expressão de cuidado ético e estético na docência com bebês e crianças 2025-04-03T17:26:30-03:00Ana Carine dos Santos de Sousa Paivacarine_santos_sousa@yahoo.com.brFrancisca Paloma Almeida Vitalalmeidavpaloma@gmail.comRenata Facó de Sabóia Castrorenatafacocastro@hotmail.com<p>O presente artigo é um recorte teórico de conhecimentos produzidos no âmbito de uma tese de doutorado defendida e duas dissertações de mestrado em andamento que estudam sobre a construção da identidade docente e práticas pedagógicas com crianças no entrelaçamento com as dimensões ética e estética. Nesta escrita, procuramos tecer reflexões sobre como as concepções e práticas de cuidar e educar demarcam um posicionamento político, ético e estético da etapa da Educação Infantil, tendo em vista a defesa pelos direitos de bebês e crianças a um atendimento educacional de boa qualidade. Ainda, destacamos a importância de que essa temática esteja permanentemente em diálogo entre as pessoas que pesquisam sobre Educação Infantil.</p> <p> </p>2025-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 FRANCISCA PALOMA ALMEIDA VITALhttps://serieucdb.emnuvens.com.br/serie-estudos/article/view/2022Movimento livre e desenvolvimento da autonomia dos bebês na creche: contribuições da Abordagem Pikler2025-04-03T17:26:35-03:00Rafael Ferreira Kelleterrafaelferkelleter@gmail.comRodrigo Saballa de Carvalhorsaballa@terra.com.br<p>A partir dos estudos sobre docência na Educação Infantil e das contribuições da Abordagem Pikler, o artigo é decorrente de uma pesquisa que teve como objetivo discutir o movimento livre como uma das condições fundamentais para o desenvolvimento da autonomia dos bebês na creche. A autonomia, em uma perspectiva pikleriana, é a possibilidade de o bebê, movido pelo desejo, realizar algo por iniciativa própria. Metodologicamente, foi desenvolvida uma pesquisa etnográfica, durante 6 meses, com um grupo de oito bebês com idades entre 4 meses e 1 ano e 5 meses em uma escola de Educação Infantil privada localizada em Porto Alegre, RS. O foco investigativo foram as ações sociais dos bebês em uma ambiência de cuidado e educação institucional pautada nos princípios piklerianos. As estratégias de geração dos dados da pesquisa foram a observação, o diário de campo, os registros fílmicos e fotográficos. Mediante a leitura do material gerado em campo, foram definidas duas unidades analíticas: a) os bebês e a exploração dos espaços, mobiliários e objetos; b) os bebês e as interações sociais com os pares. Por meio da pesquisa, foi possível inferir que o movimento livre dos bebês na creche possibilita o desenvolvimento de sua autonomia por meio de aprendizagens emergentes da interação deles com os pares, espaços e materiais.</p>2025-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Rafael Ferreira Kelleter, Rodrigo Saballa de Carvalhohttps://serieucdb.emnuvens.com.br/serie-estudos/article/view/2041A ética do cuidado com os bebês nas creches: olhares interseccionais para o currículo e as práticas institucionais2025-04-03T17:26:28-03:00Janete de Fátima Ferreira Caldasjanettfcaldas@hotmail.comVanessa Medianeira da Silva Flôresvanessaf.educ@gmail.comDébora Reis Schnekembergdebschnekemberg@gmail.com<p>Este artigo objetivou debater sobre a ética do cuidado a partir do olhar interseccional para o currículo e as práticas pedagógicas com bebês, com base em três pesquisas acadêmicas em nível de mestrado e doutorado realizadas recentemente a partir dos contextos de Florianópolis, SC, Curitiba, PR, e Ponta Grossa, PR. As pesquisas convergem no sentido de que colocam o foco na educação dos bebês na creche e problematizam as práticas pedagógicas a partir dos documentos curriculares e das relações cotidianas balizadas pelas dimensões da educação e do cuidado. Os achados das pesquisas revelaram que os princípios éticos no que se refere ao cuidado nos documentos curriculares e no cotidiano da creche necessitam de reflexões aprofundadas, uma vez que apontam a limitação de referências, nos contextos pesquisados, que possam potencializar o debate acerca da educação dos bebês. Os dados das pesquisas reiteram que as manifestações positivas em relação à dimensão da ética e do cuidado exigem uma maior presença das especificidades dos bebês nos currículos de modo que possam reverberar no trabalho pedagógico nas instituições em que estão inseridos.</p>2025-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 JANETE DE FÁTIMA FERREIRA CALDAS, Vanessa Medianeira da Silva Flôres, Débora Reis Schnekemberghttps://serieucdb.emnuvens.com.br/serie-estudos/article/view/2028“E há que se cuidar do broto”: o cuidado como ética e prática profissional na Educação Infantil2025-04-03T17:26:32-03:00Ditte Alexandra Winther-Lindqvistdiwi@edu.au.dkJuliana Campregher Pasqualinipasqualinijc@gmail.com<p>Este ensaio teórico explora o conceito de cuidado no contexto da educação infantil, destacando sua natureza ética. Concebendo o cuidado como base para o aprendizado e o bem-estar, sintetizam-se contribuições da filosofia, de modo a sustentar que um cuidado de alta qualidade não é direcionado apenas para as necessidades físicas básicas, mas também envolve presença emocional, reconhecimento e respeito pela criança. O artigo focaliza as diferenças entre o cuidado profissional e o cuidado privado, abordando a necessária distinção entre amor e cuidado. Exploram-se, ainda, as dimensões responsiva e proativa do cuidar. As autoras enfatizam que o <em>cuidar bem</em> exige colaboração com as famílias e o conhecimento sobre a situação social de desenvolvimento das crianças de 0 a 3 anos, garantindo a elas a posição de sujeitos nas interações. Ao tematizar o cuidado profissional, espera-se contribuir para tornar o trabalho de cuidar mais visível e valorizado, ressaltando a urgência de se avançar em direção a uma conceituação propriamente teórico-científica do cuidar, superando práticas pautadas em noções do senso comum nas instituições de educação infantil.</p>2025-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Juliana Campregher Pasqualini, Ditte Alexandra Winther-Lindqvisthttps://serieucdb.emnuvens.com.br/serie-estudos/article/view/2024Pesquisa com bebês: caminhos metodológicos de um estudo sobre a docência da educação física na educação infantil2025-04-03T17:26:34-03:00Erika de Jesus Schulzerikajschulz@gmail.comIleana Wenetzilewenetz@gmail.com<p>O presente estudo tem o objetivo principal de analisar os desafios e as possibilidades da docência da educação física voltada para os bebês na educação infantil. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de base etnográfica, que focaliza as mediações pedagógicas da educação física em uma turma do Grupo I/II (turma mista), composta por 22 crianças, de seis meses a dois anos de idade, de um Centro Municipal de Educação Infantil, localizado em Vitória, ES. A pesquisa foi realizada em um período de quatro meses, distribuídos em 15 semanas, contabilizando 18 inserções no campo. Na produção dos dados, foi mobilizada a observação participante, com registros em diário de campo, registros fotográficos e entrevista semiestruturada com o professor de educação física, que atuou com a referida turma. A intenção expressa com a realização desta pesquisa foi identificar os pressupostos de natureza didático-pedagógica, provenientes da prática, para refletir sobre as mediações que buscam um cuidar presente nos detalhes, superando a perspectiva maturacional, que incide sobre os bebês, e os enxergar como sujeitos ativos em seus próprios processos de desenvolvimento.</p> <p> </p>2025-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Erika Schulz, Ileana Wenetzhttps://serieucdb.emnuvens.com.br/serie-estudos/article/view/1997A criança que interroga e a professora que responde: a construção de práticas pedagógicas não medicalizantes na creche2025-04-03T17:26:40-03:00Ângela Aline Hack Schlindwein Avilanospelaeducacao@gmail.comClaudia Rodrigues de Freitasfreitascrd@gmail.com<p>A medicalização na Educação Infantil refere-se ao processo de interpretar comportamentos e singularidades infantis como sinais de possíveis transtornos, frequentemente resultando na antecipação de diagnósticos e na busca por intervenções que nem sempre consideram a complexidade do desenvolvimento infantil. Na creche, etapa que atende crianças entre 0 e 3 anos, a inquietação docente diante das diferenças nos tempos e modos de aprendizagem pode ser atravessada por discursos medicalizantes, influenciando a prática pedagógica. Este artigo apresenta parte de uma pesquisa maior de uma das autoras e analisa os impactos desse fenômeno na docência, problematizando como os modos de olhar e narrar as crianças afetam as práticas educativas. Com base em referenciais teóricos e narrativas docente, discute-se a importância do olhar coletivo, da escuta qualificada e do cuidado na construção de práticas pedagógicas que se afastam de reduções normativas e patologizantes. Conclui-se que a docência na creche pode ser fortalecida a partir da reflexão sobre as próprias práticas e do compromisso com uma educação que respeite as singularidades da infância. Ao reconhecer a infância como um tempo singular, em que cada criança se desenvolve em ritmos próprios, a docência se constitui como um espaço de acolhimento, experimentação e construção de sentidos.</p>2025-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Ângela Aline Hack Schlindwein Avila, Claudia Rodrigues de Freitashttps://serieucdb.emnuvens.com.br/serie-estudos/article/view/1996O cuidado com bebês com deficiências em creches: narrativas de professoras sobre situações de atenção pessoal e de mediação em descobertas e investigações2025-04-03T17:26:42-03:00Mariane Falcofalcomariane@gmail.com<p>Este artigo emergiu em continuidade a uma pesquisa de doutorado com a temática da construção de contextos mais inclusivos na educação infantil, com o recorte da educação de crianças com deficiências. Parte-se de estudos que sustentam as pedagogias participativas, bem como da perspectiva inclusiva, na composição do quadro teórico, para tecer uma articulação à ética do cuidado no exercício da docência. Mediante as narrativas de educadoras, este é um breve estudo exploratório de inspiração praxeológica, com o intuito de engendrar reflexões sobre o cuidado e a participação de bebês com deficiências em creches. Como fontes para a produção de dados, foram realizadas entrevistas semi-estruturadas e a apreciação de diários de bordo. As categorias de análise foram organizadas em dois eixos que constituem a ação pedagógica: as situações de atenção pessoal; e a mediação em descobertas e investigações dos bebês. A análise reitera discussões inerentes ao cotidiano da creche, mas também impele a ética que vigora na sensibilidade do laço social e nas políticas de cuidado.</p> <p> </p>2025-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Marianehttps://serieucdb.emnuvens.com.br/serie-estudos/article/view/2031Saberes, infâncias e educação indígenas: contribuições para uma prática pedagógica viva com crianças bem pequenas2025-04-03T17:26:31-03:00Camile Vianavianavieiracamile@gmail.comMara Vanessa Fonseca Dutramaravaness@gmail.comNanci Helena Rebouças Franconancihrfranco@gmail.com<p>Este artigo pretende refletir sobre as contribuições dos saberes e educação indígenas para a educação de crianças bem pequenas em contextos de creche. Os fundamentos das considerações apresentadas se ancoram na tecitura oriunda de estudos teóricos e da experiência de uma professora durante o desenvolvimento de um projeto pedagógico com ênfase nas culturas indígenas, em uma creche pública soteropolitana. Ao longo desse percurso, a professora identificou elementos recorrentes nos processos educacionais de crianças indígenas. Com base nessa constatação e no aprofundamento de suas pesquisas, sistematizou quatro princípios que orientaram sua prática pedagógica junto às crianças: liberdade e confiança; in-corporar a vida; espiral de saberes; e ser natureza. Esses princípios, fundamentados nos saberes e educação indígenas, mostraram-se alinhados às necessidades educativas de crianças bem pequenas, inspirando práticas significativas de cuidado e educação. Além disso, este trabalho evidenciou que a ação pedagógica permeada pelos saberes indígenas tem o potencial de enriquecer os processos educacionais em contextos de creche ao propiciar também o alargamento dos padrões de referências estéticas e culturais das crianças. Dessa forma, tende a contribuir com o rompimento de esteriótipos acerca dos povos indígenas e valorização da diversidade.</p> <p> </p>2025-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Camile Viana, Mara Vanessa Fonseca Dutra, Profª Nanci Francohttps://serieucdb.emnuvens.com.br/serie-estudos/article/view/2020Educação Infantil, docência e bebês: concepções e práticas em debate na formação da Educação Superior2025-04-03T17:26:36-03:00Nazareth Saluttonazarethssalutto@gmail.com<p>Neste artigo, reflexões acerca da constituição de uma disciplina optativa do curso de Pedagogia, oferecida também na modalidade de extensão voltada à docência para e com bebês, no contexto de uma universidade pública federal. Tomando as categorias <em>relações</em>, <em>gesto pedagógico</em> e <em>educação da atenção</em>, o trabalho partilha princípios assumidos na construção de percurso formativo de professoras(es) de bebês e graduandas(os) do Ensino Superior. Reunir formação inicial e continuada no mesmo espaço e tempo tem sido uma aposta relevante da disciplina-curso. Por meio das propostas e temáticas desenvolvidas, professoras(es) e demais profissionais que trabalham em creche tecem um espaço de compartilhamento entre si que, por sua vez, afeta e mobiliza graduandas(os) em formação inicial, em um encontro que produz tanto diálogos sensíveis quanto tensões. A relevância desse processo tem consistido em fazer do diálogo uma proposta crítico-reflexiva da prática docente, bem como tornar viva e humanizada a teoria discutida, fazendo deste um percurso que vem se configurando como pesquisa-formação na Educação Superior, por meio da construção de sentidos partilhados, traduzindo-se como resposta responsável para si mesmo e o trabalho com os bebês.</p>2025-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Nazareth Saluttohttps://serieucdb.emnuvens.com.br/serie-estudos/article/view/2066Editorial2025-03-28T14:28:31-03:00Ruth Pavan ruth@ucdb.brHeitor Queiroz de Medeirosheiroma@ucdb.brJosé Licínio Backesbackes@ucdb.br2025-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Ruth Pavan , Heitor Queiroz de Medeiros, José Licínio Backeshttps://serieucdb.emnuvens.com.br/serie-estudos/article/view/1991Trajetórias e memórias: narrativa de uma mulher negra quilombola perpassada por uma cantiga de roda2025-04-03T17:25:47-03:00Lúcia Jacinta da Silva Backesluciajacintabackes@gmail.comMagna Lima Magalhãesmagna@feevale.br<p>O artigo é um recorte baseado em reflexões feitas no Programa de doutorado em Processos e Manifestações Culturais - Universidade Feevale, e trata da narrativa de uma mulher negra: Trajetórias e memórias de Xixica, moradora do Quilombo Paredão Baixo, em Taquara, RS. A História Oral e a etnografia constituem o percurso metodológico, o que possibilitou compreender como a construção da narrativa foi sendo tecida por diferentes aspectos da vida desta mulher, trazendo à memória uma cantiga de roda, cantada por sua mãe, ao lembrar a perda de um filho. Nessa perspectiva, o texto aborda, também, algumas discussões sobre cantiga de roda a partir de seus elementos, que vão desde sua estruturação (roda, instrumentação, palavras, canto, o lúdico) até questões que dizem respeito ao contexto sócio-histórico e cultural. A cantiga de roda que surgiu em meio à narrativa de Xixica perpassou a memória, o que lhe permitiu fazer um percurso que traz a sua trajetória, a de sua família e a da comunidade quilombola. Possibilitou, ainda, ver como realidades do ontem se encontram imbricadas nessa narrativa, que, entre várias formas de como Xixica falou de si e de seu entorno sociocultural, abrem espaço para reflexões/transformações que podem auxiliar não apenas a cantar, tocar um instrumento musical e expressar o corpo através da dança, mas também que as memórias desses gestos musicais sejam igualmente convergidas para ações que proporcionem a busca por condições de vida mais dignas.</p>2025-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2024 Lúcia Jacinta Backes, Magna Lima Guimarãeshttps://serieucdb.emnuvens.com.br/serie-estudos/article/view/1935Capoeira e ensino de arte: narrativas e experiências para a Educação das Relações Étnico-Raciais na escola2025-04-03T17:25:49-03:00 Luis Alberto Souzal187598@dac.unicamp.brNorma Silvia Trindade de Limanormatl@unicamp.br<p>Este relato de experiência mobiliza a capoeira em atravessamento às linguagens artísticas que compõem o currículo de arte, sendo elas: a música, a dança, o teatro, as artes visuais e artes integradas. Trata-se de um recorte da pesquisa de doutorado, em andamento, realizada numa escola pública da Rede Municipal de Ensino, no interior paulista, com estudantes do ensino fundamental II, anos finais da educação básica, apoiando-se nos estudos descoloniais inclusivos e na p<em>esquisaformação</em> narrativa (auto)biográfica. Conclui-se, provisoriamente, que o currículo como um relevante território formativo de disputa, ainda fortemente colonial e eurocentrado, pode ser tensionado a partir das práticas culturais afrobrasileiras e suas epistemes, contribuindo com o fortalecimento da Lei 10.639/2003. Nesse estudo, a capoeira, aliada à experiência docente, permite problematizar o racismo e outros aspectos subalternizantes da colonialidade, relevantes para uma educação descolonizadora e inclusiva, de modo a garantir os direitos constitucionais de todes. </p> <p> </p> <p> </p>2025-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2024 Luis Alberto, Norma Trindadehttps://serieucdb.emnuvens.com.br/serie-estudos/article/view/2068Por uma ética do cuidado na docência de 0-3 anos: das pedagogias de educação infantil às didáticas na creche2025-04-03T17:26:21-03:00Rodrigo Saballa de Carvalhorsaballa@terra.com.brMarlene Oliveira dos Santosdossantos.ufba@gmail.com2025-04-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Rodrigo Saballa de Carvalho, Marlene Oliveira dos Santos